Criança morre após tomar quatro vacinas seguidas em Campos dos Goytacazes

 
Nesta terça-feira, 16 de Novembro, uma criança, de apenas 02 anos de idade, morreu após tomar quatro vacinas seguidas, na Cidade da Criança, em Campos dos Goytacazes.
M.J.O era portador de Síndrome de Down.
De acordo com familiares, o menino, que também tinha cardiopatia, foi levado para a APIC para tomar vacinas básicas, que toda criança toma.
No caso de M.J.O., algumas vacinas estavam atrasadas por causa de uma internação pós-cirúrgica há mais de um ano e, também, devido à pandemia.
Na APIC, funcionários teriam pedido para a mãe de M. ir para a Cidade da Criança, onde a Secretaria de Saúde também aplica vacinas. 
No local, a mãe da criança relatou para a profissional de saúde que, além da Síndrome de Down, o filho também era cardiopata e que passou por uma cirurgia, quando tinha quatro meses de vida.
De acordo com a mãe, a profissional teria dito que não tinha nenhum problema e aplicou as quatro vacinas nele.
As vacinas aplicadas foram: Pentavalente, VIP, VOP e a Tríplice Viral. 
Ao chegar em casa, a criança começou a se sentir mal. Desesperada, a mãe do menino voltou com ele para a Cidade da Criança, onde os profissionais de saúde constataram um suposto quadro compulsivo e acionaram o Corpo de Bombeiros.
A criança foi socorrida para o Hospital Ferreira Machado, onde ficou internado, mas não resistiu e morreu nesta quarta-feira (17). 
Os pais da criança, que são da Baixada Campista, mas que estão morando em Vila Manhães, alegam negligência e irresponsabilidade por parte dos funcionários da área da saúde que atuam na Cidade da Criança.
Eles pretendem acionar a justiça contra o profissional que aplicou as injeções. 
Na certidão de óbito, a causa da morte consta bloqueio atrioventricular, cardiopatia congênita e crise convulsiva. 
Em nota, a Secretaria de Saúde de Campos dos Goytacazes informou que se solidariza aos familiares nesse momento de dor e esclarece que não há contraindicação para a atualização da caderneta de vacina, ou correlação com o quadro pré-existente de cardiopatia, para a administração de duas ou mais vacinas, sendo prática admitida no mesmo dia conforme orientação do Ministério da Saúde. 
A Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde está acompanhando o caso e apurando a fatalidade, seguindo todos os parâmetros técnicos e científicos recomendados.
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